Policial que matou jovem na saída da FAPI em Ourinhos vai a júri popular




A Justiça decidiu que vai a juri popular o policial militar Luís Paulo Izidoro, de 28 anos, acusado de matar o jovem Brian Bueno durante uma abordagem na saída de uma feira FAPI ( Feira Agropecuária  e Industrial de Ourinhos). O crime aconteceu no dia 9 de junho de 2016. A decisão é da juíza Renata Ferreira dos Santos Carvalho, da 2ª Vara Criminal, e o júri ainda não tem data para ocorrer. A defesa do policial afirma que vai recorrer da decisão.

Luís Paulo foi indiciado por homicídio doloso, por ter assumido o risco de matar ao abordar o jovem com arma em punho e apontada para a vítima, e duplamente qualificado, pois, de acordo com inquérito, ele não deu condições de defesa à vítima e por motivo fútil, informou a polícia. 
Ele se tornou réu após Justiça aceitar a denúncia do Ministério Público e da Polícia Civil contra ele em julho do ano passado, mas na decisão, a Justiça rejeitou, na época, o pedido de prisão preventiva que também foi feito pelo MP. Portanto, o acusado responde pelo crime em liberdade desde então, mas foi afastado das ruas e realiza apenas funções administrativas na PM.

O homicídio vai completar um ano na sexta-feira (9) e para a família de Brian, a notícia é um alento e uma esperança que a justiça seja feita. “Eu estou muito feliz, porque ele tem que pagar pelo o que fez. Acho que agora vai começar a Justiça, é só o que peço todos os dias para Deus”, afirma a mãe de Brian, Valdineia Pontes. Ela mantém o quarto do filho, que tinha 22 anos, exatamente igual. E para ela mexer nas coisas de Brian ainda é difícil. “Eu imagino todo dia que ele vai voltar. Que ele está viajando, mas vão passando os dias e eu sei que isso não vai acontecer.”

A decisão da Justiça ainda cabe recurso e a defesa do policial informou que vai recorrer da decisão ao Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo. A defesa alega que não concorda com a denúncia e reforça a tese de que o tiro foi acidental e que Luís Paulo não tinha nenhuma intenção de matar Brian. O policial também responde a um inquérito administrativo na Justiça Militar, mas a PM não se manifestou ainda sobre esse caso.

Fonte: G1

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